09/01/2008

virtual insanity - Jamiroquai



virtual insanity is what we're living in

02/01/2008



depois de dois dias baixando o maldito torrent diretamente da Palestina, Israel, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Chile, Grécia, Inglaterra, Irlanda, França e um outro país lá que não reconheci a bandeira... eu, um suburbano portoalegrense, brasileiro, vou assistir "I'm not there" com legendas em espanhol! é a globalização minha gente! ou para desespero do Sergio, a tal da inclusão digital!

up: meio caipira, pretensioso, excessivamente americano, com referências demais, uma trilha sonora muito legal — tudo é Bob Dylan, lógico! a cena hilária é quando aquele quarteto britânico irritante é mostrado como um bando de... britânicos! Richard Gere não coloca tudo a perder — esse cara é um mistério inexplicável. Cate Blanchett e Christian Balle são a mesma pessoa? quem gosta de Dylan vai dizer que o filme é... ahn... assista! quem não gosta ou não conhece, não vai entender nada. nenhuma novidade além daquela que todos já deveriam saber: toda esperança e experiência humana, por mais estravagantes, não mudam nada. uma hora todos precisamos dormir... até mesmo Bob Dylan. e bateu uma saudade dos meus discos de vinil.

01/01/2008

existem três datas que estão cada vez mais insuportáveis: aniversário, Natal e Reveillon. em qualquer uma dessas oportunidades aquelas pessoas que você 1) despreza ou 2) se esforça para evitar ou 3) simplesmente não lembra quem são, aproveitam para transpor a distância saudável e tolerante existente entre os corpos que não tem nenhuma intimidade e decidem que aquele é o momento ideal para superar diferenças e agir com uma diplomacia irritante. e de repente são abraços exageradamente próximos e sorrisos exibindo aquele monte de dentes indesejáveis e uma pronúncia interminável de clichês sem sentido. e não adianta querer fugir para o Nepal porque gente assim se materializa misteriosamente em qualquer lugar do planeta. nos aniversários eles saem como coelhos de dentro dos banheiros de bares completamente bêbados e com as mãos molhadas, no Natal sempre estão na fila do supermercado carregando filhos e parentes do interior e caixas e caixas e mais caixas de cerveja quente em promoção e no Reveillon mesmo dentro da boca de um certo alguém eles te acham e é melhor parar o que está fazendo porque são tão abusados que já aproveitam para passar a mão na bunda da sua namorada e falar que você não presta e não finge que gosta de quem não gosta e... e... começam a chorar ou cuspir frases suuuuuper-sinceras-e-originais para que todos os seus desejos se realizem e blá e blá e blá! todos? jura? em 2008 quero que essa gente se foda ou que vá para o inferno... não, inferno não! para o inferno vou eu! ahn... que me errem! ufa! terminou! vou voltar para a órbita natural de pessoas que estão protegidas pelo "bom dia!" possível e realmente desejado o ano inteiro — sem bolos com velinhas acesas, cerveja quente ou aquele treco verde e gosmento que não lembro o nome agora. ahn... vagem? ervilha? não... lentilhaaaaaaaaaaa! argh!

27/12/2007



e não me venham falar em mudanças para 2008.
eu vou continuar o mesmo!

07/12/2007

ando de saco cheio disso aqui! vou para o leste. outro dia (ah,é... foi ontem!) ganhei dinheiro escrevendo sobre o leste num anúncio de jornal. uma bobagem sem precedentes na história da propaganda, tipo: "o que faz você feliz?". ganhei um prêmio, um troféu, elogios ou sei lá! vou guardar no fundo de uma gaveta bem longe do meu cinismo. incrível como é fácil ganhar dinheiro manipulando palavras que preenchem o vazio de um bando de idiotas. difícil é não gastar em mesas de bar escutando R.E.M. (twentieth century go and sleep) e me envolvendo com loiras malucas com a cara da Linda Hamilton. ninguém tem idéias, são todos enjoativos e monótonos e deslumbrados com a descoberta do próprio nariz. olha, eu também tenho um nariz! que genial! ando sem Papas na Língua... essa não é a minha vida, essa não é a minha história.

06/12/2007

chega de felicidade. engano a vida — e sou bom em fingir, mas não pense que eu não sei. vou andar por aí, mergulhado em capuccinos e melancolia. talvez viaje para Darjeeling — these are the days that i've been missing, mas não pense que eu não sei. talvez eu possa melhorar, lentamente, com o passar dos dias. talvez ela queira me acompanhar.

05/12/2007

acordei de bom humor, produtivo e determinado. escovei os dentes duas vezes, antes e depois do café. na dúvida, escovei os dentes pela terceira vez. não chutei o meu cachorro e quase provoquei uma deformação facial nos músculos do rosto ao tentar, mesmo que de forma cínica, sorrir para o meu vizinho. ele reconheceu o meu esforço e desejou um bom dia. hmfrrrrg... consegui grunhir como resposta. não cheguei atrasado e participei de uma reunião com um cliente às 7h30min da manhã — quase não me reconheço!

voltei para o escritório. como ando atormentado já há alguns dias com uma questão fundamental e extremamente relevante, liguei para uma amiga conectada com coisas astrais, mágicas e sobrenaturais. ela também é reconhecida por dominar a sabedoria das cartas de Tarot. ahn... não é uma fonte 100% confiável porque além de ser autodidata, míope, dislexa, dispersiva e, acredito, intoxicada pelo uso abusivo de incensos de canela em ambientes pouco ventilados, comprou as cartas numa livraria junto com um manual ricamente ilustrado e colorido e de poucas páginas — desconfio de qualquer manual porque geralmente eles não explicam nada e confundem ainda mais a minha cabeça.

a consulta seguiu o ritual padrão: concentra, concentra, concentra, mentaliza, mentaliza, mentaliza... na questão fundamental e extremamente relevante do dia: "porra, por que não estou pegando ninguém?"

Ás de Espadas:
há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. é quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. conselho: ser fiel à verdade gera desconfortos, mas muitas vezes é fundamental.


esse 1) Ás de Espadas, 2) a minha lua em Peixes e outras características marcantes contidas no meu mapa astral, 3) o interesse permanente por mulheres complicadas e 4) a recente declaração de uma amiga informando que sou um "grosso e mal educado", explicam muitas coisas! no entanto, tenho esperanças de que um reposicionamento mais favorável de energias e planetas encerre esse ciclo pouco produtivo. isso é urgente! como não espero que alguém lá em cima simpatize muito comigo, sei que será necessário um grande esforço pessoal para me trasformar em alguma coisa melhor. existem várias opções, mas acredito que a mais viável e possível e lógica seja me inscrever num curso de formação de astronautas. não entendi ainda exatamente como isso vai me ajudar, mas a idéia de uma explosão nuclear arrasadora da lua parece tentadora e representaria um problema a menos na minha vida.