04/02/2007

só quando eu quero

minha língua arde estranha ao teu nome que parte ao meio o chão da sala escorrendo tuas mãos pelas paredes tomadas de assombro no quarto andar e você não quer ir embora e você não pergunta e você não disfarça porque sabe mesmo que o meu desejo vai te abandonar e não serviu pra nada guardar nossos sonhos em lugar seguro se o que queremos é dormir na rua apostando tudo e perder em segundos o que a cidade inteira leva uma semana pra se acostumar e não tem mais jeito e agora é tarde e se estou errado você está na chuva e falta quase nada pra me alcançar.

5 comentários:

Ane disse...

U I A . . .

Rogerio B. disse...

hmmm... tem umas pedrinhas de gelo pra ajudar na ressaca?

Ane disse...

Hehehe!
Tenho não, amigo. Lamento. Eu usei todas as pedrinhas de gelo no whisky de ontem durante e depois do show do Chico (segunda vez, segunda fila).

Mas juro: não sujei o tapete de ninguém, tá?

Quanto ao texto, eu fiquei assim em estado de espanto... muito parecido com o de um carinha, amigo meu, que escrevia um blog antigamente, cujas portas laterais, traseiras e dianteiras se fecharam. Por isso o "uia".

Beijo e juízo.

Sergio Fonseca disse...

sob a chuva torna-se mais fácil ser alcançado pois os passos ficam mais lentos com os sapatos submersos na água escura do chão das cidades.

Xiii será que isso pega?

Silvia Chueire disse...

há horas em que se perde tudo em segundos. o tempo que resta é inútil.