06/06/2007

os europeus produzem os melhores vinhos do mundo e escreveram a maioria dos clássicos da literatura. mas os clássicos da literatura são vendidos em coleções da revista Caras, que dispensa comentários, e nas edições de domingo da Folha de São Paulo misturados aos classificados de carros, imóveis, empregos, putas e produtos de informática — desconfio que somente as celebridades e os desempregados lêem os clássicos. ahn... onde é que eu estava mesmo? ah, sim! os europeus, aqueles maloqueiros sofisticados que saquearam o Egito e o Oriente Médio, a Índia, a China e o Novo Mundo. levaram tudo: obras de arte, ouro, prata, pólvora, seda, deuses e lendas e pensamentos e outras coisas que desconheço e estou com preguiça de procurar no Google. do Brasil, os selvagens da Europa roubaram até as árvores! não restou nada: flor, fruto, semente, casca, caule ou raiz.

acredito que os europeus sempre se dedicaram a uma rotina de selvageria e destruição. aos domingos alimentavam leões com a carne dos escravos e cristãos. nas segundas pintavam capelas enquanto os padres queimavam livros e bruxas na fogueira. nas terças, depois de inventarem essa chatice de movimento social, cortavam as próprias cabeças na guilhotina. nas quartas escreviam os tais clássicos e contrabandeavam negros. nas quintas começaram a Primeira Guerra Mundial e, nas sextas, desenvolveram a fórmula da bomba atômica. aos sábados, além de se embriagarem com vinho, champanhe, absinto e cerveja quente nos pubs de Londres ou Dublin antes de começarem brigas entre torcedores de futebol, formaram as maiores bandas de rock de todos os tempos. mas até mesmo as maiores bandas de rock de todos os tempos deixam claro que os europeus são uns idiotas completos — os filmes Rattle e Hum (U2), Stoned (Rolling Stones) ou qualquer entrevista dos integrantes do Pink Floyd comprovam o que estou dizendo. isso sem falar dos Hunos que, bárbaros assumidamente bárbaros, foram um dos povos mais violentos e ávidos por pilhagens de que se tem notícias. ah! e não podemos esquecer dos "civilizados" franceses que tem como ritual simbólico de passagem de governo a entrega dos códigos que acionam as bombas nucleares.

e agora que escrevi sobre todas essas coisas profundamente absurdas e de extrema irrelevância, vou beber um vinho produzido nas vinícolas de Garibaldi, cidade localizada na Região da Serra desse país imaginário, o Rio Grande do Sul. o que me fez lembrar da importância do Iluminismo na consolidação dos sonhos republicanos em terras tupiniquins... mas essa já é uma outra história profundamente absurda e de extrema irrelevância.

7 comentários:

Geraldo disse...

você esqueceu nossos "modernistas de 22" aquela turma jeka e xangai que os intelectualóides tupiniquins esbravejam macunaimamente.

Rogerio B. disse...

Geraldo,
ahn, eu estava falando implicando com os europeus... essa turma aí não é brasileira!? de qualquer forma, também podemos falar mal dos modernistas. aliás, vamos falar mal de todo mundo!
abraços!

Silvia Chueire disse...

Podia ao menos recomendar o vinho, né não? Porque cá entre nós , os europeus que não nos ouçam, é uma coisa rara achar vinho nacional bom e a preços que não sejam os da Europa.
Então diga lá, qual? : )

Rogerio B. disse...

Silvia
ahn... vinhos nacionais com preços nacionais? melhor continuar com os importados!

ah, e eu não filosofo não! eu só falo bobagens mesmo! :P

beijos!

Silvia Chueire disse...

Pois é o que penso ( sobre os vinhos, claro : )


Beijos,
Silvia

Anônimo disse...

Sem falar nos brilhantes alemães que como novos portugueses queriam destruir o mundo e com isso aprenderam matemática.
Bom demais teu texto.
Fiquei tão anti-europeu com ele que comprei um Malbec argentino pra comemorar a Copa América
Sds
Tadeu Schumann , um andarilho de blogs sem a menor relevancia.

Anônimo disse...

Rogério ,
A ultima flor do Lacio me sacaneou quando assinei o comentário as 18:50.
Quem não tem a menor relevancia é o andarilho e não os blogs.
Que armadilha é não saber , falar , escrever e pontuar nessa língua.
Abs
Tadeu o que não tem a menor relevância